domingo, 8 de agosto de 2010

GABRIELA

O dia hoje está tão vago,
a força do vento levando as folhas,
num triste e silencioso menear.
Sinto-me sufocada.

As nuvens escuras cobrem o céu azul,
derramando gotas de chuva
que escorrem das folhas amarelas, como orvalhos de lágrimas.
A natureza conspira com a minha angústia.


Meu amor está longe,
Longe dos açaizais e perto das guianas
Mas mesmo assim a sinto comigo.
Ela sou eu e eu sou ela
Unidas por esse amor extraordinariamente imutável e eterno.

Escrito em 18/11/2006

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ser humano/ humano ser

E triste como é a vida

As coisas acontecem.

E o que era, de repente, não é mais!

E as coisas se transformam no coração, no tempo e no espaço.

Por um gesto, uma palavra dita ou não dita, do feito e não feito...

E como conseqüência os sentimentos se alteram.

E a superioridade do ser humano se esfacela, no revelar de sua essência.

Conhecidos se tornam desconhecidos.

Bocas e mãos que antes se tocavam não se tocam novamente.

Palavras que antes acordavam e discordavam não se encontram mais...

Como disse um poeta ou filosofo: “Ideal seria que todas as pessoas soubessem amar, o tanto que sabem fingir”.

Contudo, aprendemos a viver neste mundo, desaprendendo a amar.

domingo, 1 de agosto de 2010

SAl-DA-DE

Hoje minha alma chora...

Meu amor partiu!

E deixou comigo essa salgada saudade,

Essa solidão de multidão,

Esses risos tristes.

As noites e os dias são meros espectadores fatiados e fatigados,

Que passam rasgando meu íntimo.

E dentro do meu dentro profundo sentimento de te sentir.

O meu eu, que não sou eu transforma o meu em seu.

O tempo cruza-me como pneu na piçarra..

Quero me encontrar, mas só sei me perde,

Sem caminho á trilhar,

Sem onde me confortar.

A estrada esta cheia de vazios,

E dos olhos que te via,

O mar deságua.