domingo, 12 de dezembro de 2010

Amado Amor

Ilha de sentimentos amados, Amados amargos

Reconstruo meu ser pela metade de amado

Amarrada ao meu amado,

Cadê amado amável os versos que te dei?

Inexplicável é a vida sem você.


Agora perdida na ilha do lado de dentro,

Lembrando das risadas e piadas, navego pelas estrelas.

Ido doido.

Saudades trago comigo do teu cheiro no vento

Soprando teu nome,

Onírico calmante, por que lá te vejo e te sinto,

Não sei por que partisse, mas sei por que esteve aqui.

Amor infinito

Quando o fulgor da lua

Em teu corpo penetrar

Sentirá que vivo dentro de ti.


Tornei-me um pássaro livre da gaiola da vida

Estou no vento, no mar, na lua, nas estrelas,

Na escuridão da noite e no clarão do dia

Estou no teu riso, no teu choro e na tua saudade.

Sempre sentirá minha presença,

Pois do teu amor faço minha morada.

Parto partido.

E vivo bem vivido no teu leito de amor infinito.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Liquidez

Eu, você, tu, eles e nos;

Amores e amados;

Sentidos e sentimentos;

Na modernidade tudo vaza

Tudo escorre.

E num click tudo acaba

E o amor liquido vaza.

Olhe para dentro

Estamos famintos

De amor, poesia e justiça.

Mas os banalizamos.

Teu e Meu

Tua mão na minha nuca,

Tua boca ofegante perto da minha,

Teu hálito doce e amargo,

Teus e meus suspiros transcendem-nos ao oculto e fabuloso ritual dos amantes.


Meu corpo em chama te chama.


Então, vejo-me sendo invadida por teu corpo,

E deliciosamente me entrego.

Entre beijos e carícias.

Tinto


Quero um copo de vinho,

Pra compreender o porquê de tanto ódio.

Será a modernidade ou os modernizados?

Embriago-me,

No mundo das inquietações,

Onde os fortes são os fracos; E os fracos são os fortes.

Por hora! Quero um copo de amor, poesia e sentidos para calcar o ódio nascente nos verdadeiros fracos.

Loucura e lucidez



Sou louca!

Saia correndo!!

Não me calo,

Sou palavra,

Nesta so-ci-e-da-de que o diferente é o louco,

A única coisa que temo e o silêncio dos governados,

O calasse da sociedade frustrada pelo capitalismo.

Tudo vai além; além do que vemos.

Sociedade programada

Palavras

Palavras não desgastam,

Palavras e papel em branco é liberdade.

Para quem não se cala,

Brinquemos de brincar falando a verdade do mundo.

sábado, 13 de novembro de 2010

Somos e-lei-tor?

Hoje 30 de outubro na luz do luar

A cidade vibra com o capital político.

O brilho das estrelas acompanha o embale das melodias

Que surgi na multidão,

Nos gritos frenéticos e buzinas importadas.

Muitos estão perdidos,

E continuarão assim.

Pois, sempre e mostrado um lado da verdade.

Quando deixaremos de ser multidão?

Ah! A solidariedade orgânica nos Ludibria

E sem senti-do construímos o futuro.

Obs.: Escrito dia 30 de outubro de 2010.

domingo, 8 de agosto de 2010

GABRIELA

O dia hoje está tão vago,
a força do vento levando as folhas,
num triste e silencioso menear.
Sinto-me sufocada.

As nuvens escuras cobrem o céu azul,
derramando gotas de chuva
que escorrem das folhas amarelas, como orvalhos de lágrimas.
A natureza conspira com a minha angústia.


Meu amor está longe,
Longe dos açaizais e perto das guianas
Mas mesmo assim a sinto comigo.
Ela sou eu e eu sou ela
Unidas por esse amor extraordinariamente imutável e eterno.

Escrito em 18/11/2006

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ser humano/ humano ser

E triste como é a vida

As coisas acontecem.

E o que era, de repente, não é mais!

E as coisas se transformam no coração, no tempo e no espaço.

Por um gesto, uma palavra dita ou não dita, do feito e não feito...

E como conseqüência os sentimentos se alteram.

E a superioridade do ser humano se esfacela, no revelar de sua essência.

Conhecidos se tornam desconhecidos.

Bocas e mãos que antes se tocavam não se tocam novamente.

Palavras que antes acordavam e discordavam não se encontram mais...

Como disse um poeta ou filosofo: “Ideal seria que todas as pessoas soubessem amar, o tanto que sabem fingir”.

Contudo, aprendemos a viver neste mundo, desaprendendo a amar.

domingo, 1 de agosto de 2010

SAl-DA-DE

Hoje minha alma chora...

Meu amor partiu!

E deixou comigo essa salgada saudade,

Essa solidão de multidão,

Esses risos tristes.

As noites e os dias são meros espectadores fatiados e fatigados,

Que passam rasgando meu íntimo.

E dentro do meu dentro profundo sentimento de te sentir.

O meu eu, que não sou eu transforma o meu em seu.

O tempo cruza-me como pneu na piçarra..

Quero me encontrar, mas só sei me perde,

Sem caminho á trilhar,

Sem onde me confortar.

A estrada esta cheia de vazios,

E dos olhos que te via,

O mar deságua.